☠ Transmissão de emergência · SMS-AlertaDay 01 · 00:00:00

O APOCALIPSE COMEÇOU.
Quem vai sobreviver?

Ninguém soube dizer com certeza onde começou. Alguns falavam de um rato morto nos túneis do metro sob o Terreiro do Paço, ali onde o rio Tejo beija a cidade e onde durante séculos os navios partiram para descobrir o mundo e trouxeram de volta especiarias, ouro e coisas que ninguém queria. Outros apontavam para um contentor sem marcação no porto de Lisboa que a alfândega nunca abriu porque o funcionário estava de baixa e o substituto estava no café. Uns poucos sussurravam sobre um laboratório no Instituto Gulbenkian de Ciência em Oeiras cuja frequência de emergência emudeceu na noite de 12 de março e nunca mais voltou a emitir. No que todos concordam: rebentou numa terça-feira, em plena hora de ponta.

▌ Relatório oficial

09:03 → 14:31 · Lisboa cai em 5h28

CAPTURADO · 12 DE MARÇO · 21:08
09:03
Rossio
Passageiros a cambalear no cais. A Metropolitano fala de desmaio coletivo. Depois começam os gritos.
10:40
Marquês de Pombal
A rotunda enche-se de sirenes que já ninguém segue. Os primeiros mordidos trepam a estátua.
13:00
São Bento
A Assembleia declara estado de emergência. Quarenta minutos depois ninguém atende.
14:31
Lisboa em silêncio
A Ponte 25 de Abril treme ao vento. Uma maré cinzenta arrasta-se pela Avenida da Liberdade.
D+01
A tua missão
Tens de formar uma equipa de 7. Cada dia ganho aproxima-os da luz. Começa agora.

«Ao cair da noite, o Castelo de São Jorge ainda era iluminado, dourando uma cidade que já não tinha nada de vivo. A Avenida da Liberdade, deserta, estava coberta de carrinhos caídos e sapatos abandonados. E na escuridão, ela tinha fome.»

— EXCERTO · TRANSMISSÃO INTERCETADA · 03:12

Forma a tua equipa · 7 papéis

7 PAPÉIS · 0 MARGEM DE ERRO
Arsenal

350+ armas,
veículos e
objetos insólitos

Da katana à marioneta do Billy. Do tanque de combate ao anão de jardim. Cada sobrevivente leva 3 objetos: escolhe bem. Desbloqueia novo equipamento ao ganhar experiência.

▌ Armamento · 118

Armas

  • ⚔️MotosserraLEG.
  • Taco com pregosRARO
  • 🧹VassouraCOMUM
▌ Veículos · 83

Transporte

  • 🪖Tanque de combateLEG.
  • 🚙JeepRARO
  • 🛴TrotineteARRISC.
▌ Cuidados e utensílios · 94

Sobrevivência

  • 🩹Kit de primeiros socorrosLEG.
  • 💉SeringaRARO
  • 🩹PensoCOMUM
▌ Memes e absurdos · 71

Insólito

  • 🧸UrsinhoMEME
  • 🤡MarionetaMEME
  • 🦆Pato de borrachaMEME

Combos secretos

2 000+ sinergias ocultas · Descobre-as para desbloquear o MODO DEUS
🍳Cozinheiro+Grande chef

Caos Michelin

As refeições tornam-se obras de arte. A moral da equipa nunca desce abaixo dos 60%.

▲ REGENERAÇÃO +35% / dia
👤Conta+📡Sessão ativa

Utilizador ligado

As equipas que ainda têm informação do mundo antigo aguentam mais tempo. Faz login para ativar o bónus permanente.

▲ FORÇA +5%
🎖️Líder+👑Coroa

Autoridade natural

A coroa impõe respeito mesmo no caos. O líder irradia presença, ninguém contesta as suas ordens.

▲ CARISMA +50%

Survival Score · 13 níveis

▌ DE 0 A 1200+ · DE «COMIDA DE ZOMBIES» AO «MODO DEUS»

01
Comida de zombies
Não passas sequer do primeiro dia.
0–99
02
Morto em 5 minutos
Tempo apenas para dizer «vai correr bem»... e acabou.
100–199
03
Mal uma semana
Sete dias, nem mais um. A equipa cai um a um.
200–299
04
Um mês de tréguas
Um mês ganho. Mas a trégua tem prazo.
300–399
05
Sobreviventes medíocres
Aguentam. Sem estilo, mas aguentam.
400–499
06
Equipa sólida
Os papéis estão bem distribuídos. Acreditam em vocês.
500–599
07
Veteranos do Apocalipse
Já viram pior. Já sobreviveram a pior.
600–699
08
Heróis de Walking Dead
Os sobreviventes falam de vocês ao pé da fogueira.
700–799
09
Elite mata-zombies
As hordas mudam de passeio quando passam.
800–899
10
Campeões do Apocalipse
Reconquistam cidades, não só abrigos.
900–999
11
Comandantes Lendários
Uma região inteira obedece-lhes. Estão a reconstruir.
1000–1099
12
Esquadrão Imortal
As balas falham. As mordidas escorregam.
1100–1199
13
MODO DEUS
Reconstruíram a civilização. Sozinhos.
1200+
☠ Última transmissão · Sinal fraco

Então, a tua equipa
vai sobreviver?

Lança a simulação. Descobre o teu Survival Score. Partilha a equipa. Cada decisão conta. Cada dia aproxima-te do MODO DEUS, ou da morte.

◉ TRANSMISSÕES CLASSIFICADAS · FAQ

Perguntas frequentes
da zona de exclusão

▌ 4 transmissões para ler antes de formar a equipa

▸ P.01O Teambranch é mesmo 100% gratuito?
Sim, sem exceção. Forma tantas equipas quantas quiseres para tentar chegar ao MODO DEUS. Sem registo obrigatório, sem paywall, sem publicidade invasiva.
▸ P.02Quem posso adicionar à minha equipa?
O Teambranch está ligado a várias bases de dados: celebridades, desportistas, personagens fictícias, figuras políticas, artistas. Experimenta e deixa voar a imaginação.
▸ P.03Como partilho a equipa e os resultados nas redes?
Cada equipa gera um link único e uma imagem HD pronta a publicar. Um clique para Twitter (X), WhatsApp, Instagram ou TikTok.
▸ P.04Como funciona a simulação de sobrevivência?
O Teambranch usa um motor de simulação que atribui estatísticas a cada personagem e calcula as forças e fraquezas da equipa, somando o poder dos objetos e os combos ocultos que disparam entre membros e equipamento.

O APOCALIPSE COMEÇOU

Os primeiros casos apareceram na estação do Cais do Sodré. Passageiros a cambalear para fora dos comboios da linha de Cascais, cinzentos, a desabar nas plataformas antes de se levantarem com uma lentidão mecânica, olhos vidrados, queixo pendente, dedos a contorcer-se. Os seguranças da CP pensaram primeiro num mal-estar colectivo. Depois começaram as mordidelas.

Em menos de duas horas, o metro de Lisboa, quatro linhas, cinquenta e seis estações, aquela rede que os lisboetas já achavam pequena e sempre atrasada, transformou-se num matadouro. A Linha Verde, que desce de Telheiras até o Cais do Sodré pelo coração da cidade, tornou-se uma armadilha mortal: composições apinhadas que continuavam a andar, portas bloqueadas, gritos que se apagavam carruagem por carruagem. Na estação do Marquês de Pombal, sob a rotunda e a estátua do homem que reconstruiu Lisboa depois do terramoto de 1755, milhares de pessoas ficaram encurraladas entre os torniquetes e a maré cinzenta que subia dos túneis. Pombal tinha reconstruído a cidade uma vez. Não haveria segunda vez.

À superfície, Lisboa não percebeu logo. Nas esplanadas do Chiado ainda serviam bicas e pastéis de nata quando os primeiros infectados emergiram das bocas do metro na Avenida da Liberdade, tropeçando na luz do fim da tarde, passando pelas lojas de luxo que substituíram os velhos cafés, porque Lisboa morre sempre duas vezes, primeiro de saudade e depois a sério. As pessoas filmaram. Claro que filmaram. O vídeo de um tipo com a camisola do Benfica a morder um empregado de mesa no Café A Brasileira, mesmo ao lado da estátua do Fernando Pessoa que ali está sentado desde 1988 a olhar para o nada com aquele ar de quem já sabia, tornou-se viral: vinte e sete milhões de visualizações antes de a internet cair.

O Primeiro-Ministro falou às 18:47 de São Bento. Às 19:15, São Bento estava às escuras. Às 20:02, no Ministério da Administração Interna na Praça do Comércio ninguém atendia. Portugal, o país que sobreviveu ao terramoto, ao tsunami, ao incêndio de 1755, à ditadura, à revolução, à troika, descobria agora que há coisas que nem os brandos costumes conseguem amansar.

O Exército tentou segurar as pontes. Lisboa é uma cidade de colinas e de um rio, e quem controla as pontes controla a margem. Bloquearam a Ponte 25 de Abril, essa irmã mais nova da Golden Gate que se chama como uma revolução. Bloquearam a Vasco da Gama, dezassete quilómetros de betão sobre o Tejo. Mas Lisboa não se fecha. Esta cidade desliza por sete colinas como água, escorre por becos, vielas, escadinhas que não têm nome, calçadas onde nem os carros passam. Os eléctricos amarelos, aqueles que os turistas fotografam como se fossem atrações e que para os lisboetas são só transportes que nunca chegam a horas, estavam parados nos carris, vazios, inclinados nas ruas íngremes como brinquedos abandonados.

A Mouraria caiu primeiro. Nos becos onde o fado nasceu, entre as casas de fachadas azulejadas onde as velhas estendiam roupa e os restaurantes nepaleses serviam momos ao lado de tascas que serviam febras, o silêncio chegou de repente. Em Alfama, o bairro mais antigo, o que sobreviveu ao terramoto porque está construído em rocha, as portas medievais foram trancadas. Mas portas medievais não param o que não precisa de respirar. No Bairro Alto, as ruelas onde todas as noites milhares de pessoas bebiam em copos de plástico na rua, os copos de plástico rolavam pelo chão misturados com coisas piores.

No Estádio da Luz, sessenta e cinco mil lugares vazios. Sombras arrastavam-se pelo relvado onde Eusébio correu, onde o Benfica sonhou, onde o grito de golo fez tremer a cidade tantas vezes. No outro lado da Segunda Circular, em Alvalade, o estádio do Sporting estava igualmente vazio. Pela primeira vez na história, os dois rivais estavam em perfeita igualdade. Zero a zero. Para sempre.

Da Torre de Belém, aquela jóia manuelina à beira do Tejo de onde Vasco da Gama partiu para a Índia e de onde Portugal partiu para o mundo, via-se o rio negro e calmo. O Padrão dos Descobrimentos, aquele grupo de figuras de pedra apontando para o mar, apontava agora para o nada. O Mosteiro dos Jerónimos, onde Camões está enterrado e onde Pessoa está enterrado e onde a glória de Portugal descansa em pedra lavrada, estava fechado e escuro.

Lisboa. A cidade da saudade. A cidade de Pessoa, que escreveu que o poeta é um fingidor. A cidade de Amália, que cantou que tudo isto é fado.

Tudo isto foi fado.

E na escuridão entre os azulejos e as ruínas, entre os miradouros e os becos, entre o fado e o silêncio, dois milhões de bocas abriram-se. Não para falar. Não para cantar. Não para suspirar de saudade. Para morder.

7 papéis. 28 dias. Zero margem para erro.

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